Levantamento da NÓS aponta que YouTube, WhatsApp e Netflix lideram o consumo de entretenimento nas favelas, com o WhatsApp em 70% de lembrança e o YouTube em 52% de consumo.
Na favela, entretenimento é conversa antes de ser conteúdo
A leitura mais recente do Tracking das Favelas ouviu 800 moradores de comunidades de todo o Brasil e colocou o WhatsApp no topo da lembrança da categoria de entretenimento, com 70%, seguido do YouTube, com 67%, do Instagram, com 66%, e do TikTok, com 62%. O dado mais interessante não é o pódio, é o que ele diz sobre o hábito: a plataforma mais lembrada como entretenimento no território é a mesma que organiza a vida prática da casa, do trabalho e do comércio de bairro.
Quando o recorte passa para uso frequente, a ordem muda. O Instagram aparece com 53%, o YouTube com 52%, o WhatsApp com 51% e o TikTok com 44%. Lembrar e usar são listas diferentes, e é nessa distância que muita verba de mídia se perde.
Netflix mostra que avaliação alta não é preferência
A Netflix registra 61% de avaliação positiva e apenas 18% de preferência entre os entrevistados. É o retrato de uma marca respeitada que disputa espaço com plataformas gratuitas dentro de um orçamento doméstico apertado. Aprovação não paga assinatura, ela só abre a porta.
Vale olhar também o índice médio de recomendação das plataformas, 64,1%, contra 52,3% da média geral da categoria de entretenimento online. WhatsApp, Netflix e YouTube passam de 9 pontos na nota média de recomendação. Onde o boca a boca é o meio mais forte, esse número vale mais do que alcance comprado.
O que isso muda para as marcas
Planejar entretenimento no território pelo hábito de classe média é o caminho mais rápido para errar o formato. Se o WhatsApp é ao mesmo tempo lembrança de entretenimento e canal de conversa, o conteúdo precisa nascer compartilhável, vertical, leve de dados e fácil de reencaminhar no grupo da família. Se o Instagram lidera o uso, ele é frequência, não vitrine ocasional.
A leitura que a NÓS • Novo Outdoor Social faz do próprio estudo é que o valor não está apenas em saber quem lidera uma categoria, e sim em entender por que a liderança muda de mão. A amostra tem cotas de gênero e idade, margem de erro de 3,5% e 95% de intervalo de confiança. Veja outras leituras do território em NÓS na mídia e conheça as soluções de pesquisa e mídia da NÓS.
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