Segundo o ranking Brand Fans da NÓS (Novo Outdoor Social), Coca-Cola, O Boticário e Omo são as marcas mais fortes nas favelas brasileiras: as que ocupam o cotidiano do consumidor e geram confiança ao longo do tempo.
O pódio é só a primeira camada da leitura
O ranking Brand Fans, da NÓS • Novo Outdoor Social, coloca Coca-Cola em primeiro, O Boticário em segundo e Omo em terceiro, com Nestlé e Tigre completando o top 5. Publicado por Mercado&Consumo, o levantamento mede força de marca dentro de um mercado que movimenta entre R$ 167 bilhões e R$ 300 bilhões por ano, valor equivalente ao PIB de vários estados brasileiros.
O que quase ninguém explora é o segundo nível do dado. Quando o ranking é aberto por gênero e por geração, ele deixa de ser uma lista de vencedores e vira um mapa de decisão de mídia.
Elas compram cuidado, eles compram estrutura
No recorte feminino, Veja, Ninho e Natura sobem no ranking. São marcas ligadas ao cuidado com a casa, com a criança e consigo mesma, com valor simbólico que vai além da função do produto. No recorte masculino, quem ganha força são Tigre e Colgate, lidas como marcas estruturais, do tipo que resolve a obra e a rotina básica sem discussão.
Não é uma diferença de gosto, é uma diferença de papel dentro do domicílio. Quem organiza a despensa e a rotina da casa constrói vínculo com marcas que aparecem todo dia. Quem é acionado para a obra e para a manutenção constrói vínculo com marcas que não podem falhar.
Idade muda a lógica de compra, não só a lista
Entre 18 e 35 anos, Cacau Show e Fanta ganham posição. É um público com mais abertura para experimentar e para comprar por impulso, e com fidelização menor. Acima dos 35, o quadro inverte: O Boticário, Tigre e Sadia predominam, sustentados por estabilidade e confiança acumulada.
Isso significa que a mesma marca precisa de duas conversas diferentes no mesmo território. Com o público mais jovem, o jogo é de presença, novidade e experimentação, com risco alto de troca. Com o público mais velho, o jogo é de manutenção de confiança, onde um erro de qualidade ou de abastecimento custa anos de relação.
O que isso muda para as marcas
Comemorar a posição no ranking geral é o uso mais pobre desse estudo. O valor está em descobrir em qual recorte a marca perde força e agir ali. Uma marca que lidera entre mulheres e desaparece entre homens tem problema de comunicação, não de produto. Uma marca forte acima dos 35 e ausente na base jovem tem prazo de validade rodando.
É esse tipo de recorte que orienta as soluções de pesquisa, mídia e ativação da NÓS, aparece com profundidade no estudo de higiene e beleza nas favelas e se soma às outras coberturas em NÓS na mídia.
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